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Em nome do amor

É em nome do amor, e talvez por amor. É com nome próprio e de alma própria. É o lugar onde as palavras são mais do que elas. São simplesmente aquilo que quero que sejam, amor.

Em nome do amor

É em nome do amor, e talvez por amor. É com nome próprio e de alma própria. É o lugar onde as palavras são mais do que elas. São simplesmente aquilo que quero que sejam, amor.

Desconfia sempre das segundas

De novo a segunda. Acreditada e diplomada em preguiça. O dia em que não se faz, vai-se fazendo ou faz-se de conta. Depois dos dias de ócio, custa sempre acordar à segunda. Vale-nos, que o São Pedro parece estar curado do seu problema de bipolaridade.Hoje, a segunda acorda com o sol alto e quente, que mais facilmente nos faz romper dos lençóis. A minha cama ainda reclama atenção. E o despertador não dá crédito à nossa relação. A verdade é que das segundas, só aprovo a segunda volta das horas de sono, em falta. Aliás desconfia sempre das segundas. Sejam elas intenções, feiras ou oportunidades. Cada vez que começa uma segunda, com ela vem sempre, sem pedir autorização, uma carga de trabalhos. O único privilégio que concedo às segundas, mesmo que ainda me desconfiem, é a possibilidade de começar tudo de novo. Como é, hoje é segunda, (re)começamos?

 

É preciso saber dizer adeus

Ainda ontem te escrevia, e te dizia que isto não é só sobre amor. O que no fundo será sempre. Mas obrigas-me a escrever sobre essa tamanha treta. Vá lá que há ainda, quem diga, que o que comanda a vida é o sonho. Ora, se fosse o amor estavamos, os dois, completamente tramados. Houveram dias que me apeteceu encher a tua caixa de mensagem. Às vezes, nem apetecia dizer-te nada. Só brincar contigo, só ser pateta contigo. Andam todos preocupados em saber dizer adeus ao amor, como se quando o amor acabasse, algum alívio extra se apodera-se de nós. E as saudades se aspirassem daqui. Mais uma patetice da psicologia. Desculpa Marta. Sabes o que fica depois do amor? A amizade. Já depois da mágoa ter passado, já depois do ódio ter fugido. E dessa eu não abdico. E é nisso que devias perder um pouco mais de tempo. De que vale um amor bem vivido, bem amado, se é mal acabado? É preciso saber dizer adeus, mas não ao amor. É preciso saber dizer adeus, ao que te magoa.

 

É sábado!

É sábado. É dia de sair. Ouvir uma música. Brindar. Dançar noite dentro. Os mais disciplinados combinaram a saída do mês, durante a semana. As raparigas vestem-se a preceito. Cabelo arranjado. Unhas vermelhas. Salto alto. Os rapazes, bastante mais descontraídos, optam por uma roupa cheia de pinta. Uma calça elegante, da massimo dutti. Uma camisa a rigor. Os mais distraídos enviam, esta tarde, as convocatórias de última hora, para o brinde da noite. Reúnem-se as respostas, e os mesmo de sempre dizem que não. Os amigos casam-se, comprometem-se e o que fica cada vez menos comprometida, é a amizade. Essa vai ficando por ali em banho maria; em dias especiais deixamos ferver, assim nunca se contamina. Os convites somam-se fim de semana atrás de fim de semana, e as recusas são como a chuva, vieram para ficar. "Rita, não ligues a essas coisas. O melhor que tens a fazer é deixar de convidar." Sempre fiz ouvido surdo, quando me dizias isto. Olha no que deu, em nada. Os amigos continuam felizes, na vida deles. Eu é que cobrei alto demais, o preço de um laço, não negociável. Lamento dizer-te, tinhas razão. Aprendi devagar, que o melhor é habituar-me que a vida muda, que os amigos esperam sempre, não para sempre. É sábado. E os amigos vão lá ter.

 

Será aquilo que quero que seja

Sou apaixonada. Por mim. Por ti. Pela vida. E em nome próprio decidi escrever. Não penses que vou falar o tempo todo de amor. Porque às vezes vai mesmo apetecer-me falar daquilo que não queres ouvir. Muitas vezes diziam-me: "Rita, porque não escreves um livro?" Ora, porque não sou escritora. Seria preciso uma certa classe e domínio linguístico que não possuo. Mas a verdade, é que o vício de escrever amplificou. Gosto de jogar para cima do teclado palavras soltas que se entretêm entre si. Que constroem opiniões e te dizem quem sou. Em nome do amor, do meu amor pela vida, cresceu o espaço, que não será o livro, será aquilo que eu quero que seja, todos os dias, quando pegar na imaginação e no coração e começar a escrever. A escrever-te.

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